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A
comunicação é a maior arma da humanidade, concorda?
E como vai a sua?
De Nei Loja, autor do livro APRESENTAÇÕES VENCEDORAS
– Ed.Record.
Você se acha carismático? E quando começa a falar,
percebe que as pessoas lhe dão grande atenção e
interesse? Ou ao contrario, sente vergonha de falar
em público?
Pois saiba que quase metade das pessoas pesquisadas
com estas simples perguntas responde que fazem de
tudo para não falar. Uma parte até se expõe mas
sentindo desconforto, e bem poucos, menos de dois
por cento, se sente realmente confortável durante
uma exposição de idéias para uma platéia.
Certamente é esta situação que nos leva a participar
de treinamentos em técnicas de apresentações, mas é
importante saber que cada treinador oferece
orientações bem diferentes, às vezes causando
frustrações evitáveis, se consideramos um ponto de
partida bem reconhecido: Que os melhores
comunicadores são pessoas que trabalham ou
trabalharam em áreas comerciais. Isto porque
verbalizar bem é inerente ao trabalho delas. São
selecionadas pela sua inteligência verbal e o
treinamento que recebem leva em conta o que dizer,
como dizer, como convencer, além de como ser
sintético, objetivo e claro. Portanto, usar uma
abordagem de venda de idéias é que faz um ótimo
resultado em comunicação, lembrando que existe até
uma faculdade de comunicação onde se formam os
publicitários, e eles é que são os maiores
vendedores!
Veja então como funciona:
Deve-se saber que a atenção é a coisa mais desejada
do planeta. Sem ela, claro que não se comunica nada,
mas acontece que é disputadíssima e muito difícil de
se obter. Nosso cérebro é desenvolvido para aceitar
todos os estímulos, inclusive os internos, dele
mesmo, dispersando-se em pensamentos paralelos a
cada período de aproximadamente dez segundos. Pior,
praticamente tudo rouba a nossa atenção, e sendo
assim, claro que precisamos mesmo usar de velocidade
e objetividade.
Estar previamente preparado, como fazem os
vendedores, sempre funciona melhor, porém lembre-se
de desmembrar o assunto até descobrir como
desenvolver a melhor síntese, misturando a
informação com motivação e convencimento.
Comunicação verbal implica em controlar a mente dos
outros, mas não é hipnose, é apenas a técnica de
colocar “âncoras” no seu texto para manter aceso o
interesse. É isso que faz o sucesso dos pastores
(veja como crescem), políticos carismáticos e
apresentadores de programas de TV... Tudo se resume
a técnicas fáceis de se aprender e de energia para
praticar a “cara de pau”.
Agora vem o Como se fala. Algumas pessoas se tornam
monótonas, ainda que sejam inteligentes e capazes,
apenas porque mantém um mesmo padrão de voz, coisa
que dá sono e dispersa ainda mais a atenção. Neste
caso, observe e imite os atores de filmes e da TV,
trabalhando as modulações, para que as palavras
carreguem também os sentimentos e as emoções. Dá
mais trabalho e cansa mais, realmente, mas estamos
tratando de coisas que poucos conseguem fazer bem
até treinarem corretamente.
Agora vem o Comportamento, que implica na
naturalidade do gesto e, sobretudo, na autoconfiança
demonstrada, no sorriso e na expressão corporal
correspondente ao que se fala.
Estas coisas básicas, além de outras bem
interessantes sobre como as pessoas gostam de
receber comunicação, precisam ser ensinadas e
praticadas nos treinamentos, tanto apoiando cada
treinando na construção de conteúdos , quanto
trabalhando fortemente sobre a forma e comportamento
que demonstram, avaliando então com técnica de
especialista que sabe fazer muito bem o que ensina.
Quem tem segurança de seus conteúdos e bom ensaio,
ganha uma confiança extraordinária...
O reverso da medalha são palestrantes bisonhos e,
pior, líderes que ,do modo mais presunçoso, com
platéias cativas, “alugam os ouvidos” dos
colaboradores para discursos vazios e inúteis,
levando à imensa desmotivação. Existe até uma
expressão popularizada para pessoas assim, que
“adoram falar para si mesmas” diante de platéias
totalmente desinteressadas.
* Observação: Querendo evitar “ruídos” na nossa
comunicação, esclareço que Loja é meu sobrenome de
família. Realmente. |
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